Causa-nos estranheza
como as mudanças no trânsito de
nossa Capital são implementadas. Sabemos
que as transformações nas estradas, avenidas e ruas, exigem
estudos e planejamento estratégico do
que se deseja pôr em prática. Deve-se também considerar
os impactos que as mesmas terão
nas vidas das pessoas e, principalmente, naquelas
que serão afetadas diariamente no seu direito e ir e vir. Como a
população não é ouvida , nem tampouco, as comunidades ali residentes são respeitadas ; advém
as justas reclamações e, por vezes, obstruções das vias de trânsito, por
parte daqueles que se julgam prejudicados; no intento de chamar a atenção das
autoridades e da mídia, para solução do problema ou dos problemas existentes.Podemos
exemplificar com a inauguração da nova
avenida que engloba os bairros da Serraria, Barro Duro e Farol, onde alguns
reclamam e afirmam que o ruim ficou pior. Podemos destacar também as avenidas
Jatiúca , Siqueira Campos , no
bairro do trapiche da Barra ; Dona Constância e Comendador Leão, no bairro do
Poço. Nesses locais, as calçadas não mais pertencem aos pedestres, à medida em que as mesmas servem de
estacionamentos para veículos, numa
anomalia observada há muito tempo; sem qualquer solução. Na avenida Amélia Rosa e no Stella Maris, depois das 21:00 horas,
registra-se a lei do “salve-se quem
puder”, onde jovens e adultos dirigem seus automóveis em velocidades absurdas, desrespeitando a faixa de pedestres,
afrontando idosos, gestantes e crianças; numa luta diária e desigual. Entrementes, nas portas dos bares e restaurantes , ocorrem
os estacionamentos duplos ou triplos . A
cada final de semana, pela ausência de
fiscalização, a desordem só tende a
aumentar.
Na leste-oeste ( ou Via
Expressa) , registram-se irregularidades
em todo o seu percurso, visto que a pista e o acostamento
se confundem. À noite, os perigos se multiplicam. Na orla
marítima, alguns motoristas persistem em
efetuar” retornos” em locais não
sinalizados para tais manobras; colocando vidas em perigo. A avenida Fernandes Lima, no farol, principal ligação entre as partes alta e baixa da nossa Cidade, apresenta , em qualquer horário, constantes
engarrafamentos, aliados a urgência
de cada motorista em realizar seus interesses, o calor e o estresse do cotidiano, que a transformaram numa verdadeira “via crucis” ,motivando ânimos
exaltados e discussões. O aumento
vertiginoso no quantitativo de
veículos ora trafegando , a reduzida opção em termos de viadutos ou passarelas e a péssima cultura dos motoristas, são fatores
importantes para quadro tão lastimável. Os acidentes e as mortes verificados nas vias municipais, não permitem
contra argumentos .As ações paliativas
devem ser substituídas por medidas enérgicas e
saneadoras, sob pena de perdemos o
andar da carruagem. Ou seja, enquanto
ainda é possível.
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