segunda-feira, 10 de setembro de 2012

AS VIAS DA IRA

       Causa-nos  estranheza  como as mudanças no trânsito  de nossa Capital  são implementadas. Sabemos que  as  transformações nas estradas, avenidas e ruas, exigem estudos e  planejamento estratégico do que se deseja  pôr em prática.  Deve-se também  considerar  os impactos que as mesmas terão  nas vidas das pessoas e, principalmente,  naquelas  que serão afetadas diariamente no seu direito e ir e vir. Como a população  não é  ouvida , nem tampouco, as comunidades  ali residentes  são respeitadas ;  advém  as justas reclamações e, por vezes, obstruções das vias de trânsito, por parte daqueles que se julgam prejudicados; no intento de chamar a atenção das autoridades e da mídia, para solução do problema ou dos problemas existentes.Podemos exemplificar com  a inauguração da nova avenida que engloba os bairros da Serraria, Barro Duro e Farol, onde alguns reclamam  e afirmam que o ruim  ficou pior. Podemos destacar também  as  avenidas   Jatiúca  , Siqueira Campos , no bairro do trapiche da Barra ; Dona Constância e Comendador Leão, no bairro do Poço. Nesses  locais,  as calçadas não  mais pertencem aos pedestres, à  medida em que as mesmas servem de estacionamentos para veículos,  numa anomalia observada há muito tempo; sem qualquer  solução.  Na  avenida  Amélia Rosa e no Stella  Maris, depois das 21:00   horas, registra-se  a lei do “salve-se quem puder”, onde jovens e adultos dirigem seus automóveis em velocidades absurdas,  desrespeitando a faixa de pedestres, afrontando idosos, gestantes e crianças;  numa luta diária e desigual. Entrementes,  nas portas dos bares e restaurantes , ocorrem os estacionamentos duplos ou triplos .  A cada final  de semana, pela ausência de fiscalização, a desordem só tende a  aumentar.
         Na leste-oeste ( ou Via Expressa) , registram-se  irregularidades em todo o seu percurso, visto que a pista e  o  acostamento se confundem.   À noite, os perigos se multiplicam. Na orla marítima, alguns motoristas  persistem em efetuar” retornos”  em locais não sinalizados para tais manobras;  colocando vidas em perigo. A  avenida  Fernandes Lima, no farol,  principal ligação entre as partes  alta e baixa da nossa Cidade,  apresenta , em qualquer horário, constantes engarrafamentos, aliados  a  urgência  de cada motorista em realizar seus interesses, o calor e o estresse do   cotidiano,  que a transformaram  numa verdadeira “via crucis” ,motivando ânimos exaltados e discussões. O aumento  vertiginoso  no quantitativo de veículos  ora  trafegando , a reduzida opção  em termos de viadutos ou  passarelas  e a péssima cultura dos motoristas,  são fatores  importantes  para quadro tão  lastimável. Os acidentes e as mortes  verificados nas vias municipais, não permitem  contra argumentos .As ações paliativas devem ser substituídas por medidas enérgicas e  saneadoras,  sob pena de perdemos o andar da carruagem. Ou seja,  enquanto ainda é possível.

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