domingo, 9 de setembro de 2012

SAÚDE SEM PLANOS

           Os vorazes planos de saúde (!) existentes no Brasil, na  obedecem leis, desconhecem padrões éticos,  encarecem  sucessivamente suas mensalidades ,  são questionados  na prestação dos serviços ofertados  e  ditam o que deve ser e o que  não pode . Na maioria dos casos, são protegidos pelos órgãos   públicos que têm o dever de defender os indefesos cidadãos e cidadãs, míseros mortais que são transformados  em números  e, números que se traduzem em milhões de reais.  Todos os  dias ouvimos e observamos os chamamentos   para que mais pessoas lhes sejam clientes,  mas a contratação  de qualquer profissional médico aos seus quadros  é feita a conta-gotas; num verdadeiro paradoxo.  As reclamações  contra os planos de  saúde  se avolumam  diuturnamente  e as autoridades fingem que nada escutam  e também nada fazem. É uma simbiose suspeita (para dizer o mínimo), quando  as empresas  dificilmente são  molestadas pelos ineficientes   órgãos de defesa do consumidor;  restando a nós , tomarmos do amargo  xarope. Nos  consultórios médicos,  os  exames são marcados para 2 ou 3 meses após a consulta, no que é  conhecido  como verdadeiro  “ chá de cadeira”. Atualmente,  alguns planos  de saúde não ofertam certas   especialidades médicas, obrigando-nos a pagar por cada consulta  ao necessitarmos desses  profissionais. Talvez  as autoridades que deviam fiscalizar e punir;  inocentemente, nada saibam . Em muitas das vezes, o segurado não sabe a quem  recorrer para   fazer valer os seus direitos  tão aviltados. Avaliamos  que  os  termos dos  contratos  com quaisquer das empresas que “vendem” saúde,  possuem  cláusulas leoninas, ou seja, só  a elas beneficiam.  Tais  termos não nos parecem retratar o fiel da balança.  E, a tudo assistimos passivamente;  como de costume.                                            
              Também nada acontece com os  espertos empresários do setor,  que  após alguns anos no mercado,  pedem  concordata ou abrem  processos  de falência,  “fechando as portas “  e deixando centenas de usuários sofrendo seus efeitos colaterais. O que era plano desceu ladeira abaixo.
            Ainda não nos esquecemos  das pílulas anticoncepcionais que  foram fabricas com farinha , vendidas  nas farmácias espalhadas por todo o território nacional e, por tal, motivaram nascimentos  de muitas crianças . Nenhuma punição  resultou de concreto  contra  os laboratórios multinacionais  e distribuidores . É...o  medicamento não tinha bula.
         Quanto ao  Sistema Único de  Saúde ( SUS ), do Governo Federal, “ doura a pílula”, exibindo propaganda enganosa , que é levada aos mais pobres e distantes rincões do País,  em doses diárias, através da mídia;  numa tentativa  de que a mentira, tantas vezes repetida, seja  massificada como uma verdade absoluta. Infelizmente, a  situação parece não ter   remédio.

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