Desde
a mais remota antiguidade, o homem sonha em imitar os pássaros e conquistar a
liberdade dos céus. E tudo começou , segundo a mitologia grega, com
Icaro, em Atenas, que voou com
asas artificiais, amarrando penas de pássaros e colando-as com forte cera e, por ter se aproximado demais do sol, as asas derreteram e ele despencou no mar; morrendo. Os tempos passaram e em 1891, numa montanha,
perto da cidade de Berlim, o físico alemão Otto Lilienthal , efetuou as primeiras tentativas de vôo, utilizando uma armação de madeira, varetas de vime, tecido de algodão e arames. Otto dizia que as
sinfonias das cegonhas e das
gaivotas nos ares, motivavam suas pesquisas e estudos diários ,
na busca da quase certeza de que o homem
também “ poderia voar”. Mas, em uma das tentativas, forte corrente de
ar o derrubou duma altura de 15 metros ,
causando intensos ferimentos e sua morte no dia seguinte. O legado foi a
origem de um meio de transporte que transformaria a humanidade.
Em 1903, os irmãos
Wright conseguiram fazer o seu “flyer 1”
se elevar do solo e percorrer uma
distância de 36,5 metros, durante 12 segundos, na velocidade de 48 quilômetros
por hora. Porém, ressalte-se que todos os aparelhos então criados,
necessitavam de recursos externos para se deslocar. Três anos depois, o
brasileiro Alberto Santos Dumont levantou vôo com o 14 Bis, percorrendo a
distância de 220 metros em 22 segundos.
Na década dos anos 40, as
empresas aéreas começaram a utilizar as chamadas aeromoças, hoje conhecidas
como comissárias de bordo, na função de auxiliar os passageiros durante a
viagem e acalmar seus temores. Mesmo sendo considerado o meio de transporte
mais seguro existente, inúmeras pessoas continuam sofrendo de aerofobia.
Num passado não muito longe, o avião concorde,
de fabricação francesa, ganhou o título de “ o avião mais rápido do mundo”, ao
cruzar o atlântico em pouco mais de três
horas. É sabido que várias doenças
foram disseminadas com maior rapidez por via aérea ; a exemplo de turistas americanos levando o vírus da AIDS para a
China; o câncer de pele nos europeus que
visitavam o litoral brasileiro ou a morte por malária, na Alemanha.
A velocidade que os aviões atingem atualmente, não implica apenas no fator tempo, mas
principalmente, por aproximar culturas e povos diferentes; facilitar negócios internacionais e integrar pequenas nações ao intercâmbio
mundial; promovendo mudanças sociais em todos os continentes. Para o futuro, se
planeja a construção de aviões com dois
andares, conduzindo 700 pessoas a bordo ,como também, o avião ultra-sônico ,
voando numa velocidade três vezes à do som. Alcançar tais objetivos, se transformam nos sonhos dos “Ícaros” modernos.
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