quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ALÉM DO PURGATÓRIO

              Não bastassem os sofrimentos que milhões de brasileiros e brasileiras tendem a suportá-los diariamente , tínhamos na imaginação que nada poderia superar tais tormentos. Nos enganamos.  existem lugares tétricos e tenebrosos, onde nossos pecados são inicialmente resgatados e, se encontram espalhados por todo o Brasil. São locais onde a população pobre e Carente é tratada com escárnio , vilipendiada de uma maneira abjeta e jogada na sarjeta da vida. É uma realidade que se aproxima do irreal. Adentrar às suas portas nos torna muito mais mortais.
              Estamos nos referindo aos hospitais e postos de saúde públicos brasileiros. Diariamente, a falta ou carência de médicos, enfermeiros e técnicos em diversas especialidades, contrasta com a superlotação de doentes e seus familiares, os quais em busca de socorro,  se assemelham a uma legião de miseráveis.
               Nos corredores, as macas e bancos se transformam em leitos improvisados e fétidos, sublinhados pelos odores de urina, suor, sangue e éter. Nos quartos e enfermarias, os doentes são amontoados  indiferentemente de seus males. A demora no atendimento às preces rogativas de quem procura lenitivo , é “marca registrada”  desses hospitais e motiva gritos de histeria daqueles que clamam pelo sopro da vida.
                Quando os médicos têm que escolher e decidir sobre “quem deve viver  e  quem deve morrer”, chegamos ao absurdo do surrealismo.
                O Governo Federal, em sua  propaganda enganosa , “doura a pílula” de um ineficiente Sistema Único de Saúde (SUS) e,então  coadjuvado pela inércia de Estados e Municípios, se tornam  responsáveis pelos milhares e milhares das mortes  anônimas e silenciosas  que ali se perpetuam a cada minuto ou segundo.
                 A falida  contribuição financeira (CPMF ) , serviu apenas para os cometimentos dos tão conhecidos desvios financeiros ,superfaturamentos nas compras de medicamentos e enriquecimento meteórico de gestores   e  comparsas.  Jamais serviu ao povo.
                 Essa realidade Dantesca recai sobre os ombros daqueles que tiveram ou têm o poder de mando, que em sua maioria, pessoas incompetentes e corruptas; mas, possuidoras do arcabouço da impunidade.
                 Que Deus se apiede das nossas almas.

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