domingo, 16 de setembro de 2012

ATO FINAL


      No dia dez do corrente mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez lembrar a data mundial de prevenção ao suicídio, cobrando ações efetivas nos cinco continentes, para minimizar o mal. O ato de a pessoa tirar a própria vida vem se multiplicando com o passar dos tempos; mesmo levando-se em consideração, que tal gesto vem sendo praticado desde as mais tenras eras. Os suicídios de Cleópatra, Judas Iscariotes, Alberto Santos-Dumont, Marilyn Monroe, Van Gogh, do ex-Presidente Getúlio Vargas, Adolf Hitler e dos  pilotos japoneses camicases, durante a 2ª Guerra Mundial , estão entre tantos famosos.  Estudos confirmam o aumento dos casos de suicídios nos últimos cinquenta anos, na ordem de quase um milhão anualmente em todo o planeta; entre pessoas de 15 a 60 anos de idade, com predominância do sexo masculino. Transformando-se numa questão de saúde pública, continua sendo tratado como problema de somenos importância na maioria dos Países. Pouquíssimos os que atentam ao assunto. A Lituânia, Rússia, Japão, Índia, China, Alemanha, Filipinas e Estados Unidos, por serem países populosos, lideram os números daqueles que ceifaram suas vidas em mortes prematuras. Enforcamento, envenenamento, overdose, tiro, afogamento e saltar de prédios, são os meios mais utilizados. Aos estudiosos, são complexas as causa daqueles que procuram, através de ação tão radical, fugir das agruras que lhes afligem e que se mostram impossíveis de superar, seja uma situação (dívidas financeiras) ou um acontecimento (morte de pessoa querida); quando julgam que ninguém pode socorrer ou não sabem onde pedir ajuda. Assim também, os sentimentos de rejeição, culpa e perda, são fatores motivadores do possível estado mental da depressão, incutindo na futura vítima, o desejo de morrer. Abandonar amigos, perder o interesse por atividades diversas, buscar a solidão ou aparentar instabilidade emocional, são mostras de urgente atenção e a busca do diálogo entre a família. Apregoa-se que prevenir é uma ação coletiva, que deve ser liderada pelas autoridades e coadjuvada pela sociedade e seus grupos, a exemplo das igrejas, escolas, clubes, entre outros.
       No Brasil, em 2006, o Ministério da Saúde, alardeou implementar o programa denominado “Diretrizes  Nacionais para Prevenção ao suicídio”,através do Centro de Valorização da Vida (CVV); porém, após seis anos, nada saiu do papel, transformando-se em meras letras e palavras. O fator “não sabem onde pedir ajuda”  é a afirmação dos inúmeros  que “se acham perdidos” e se patenteia na alta reincidência dos que TENTARAM  o suicídio e, semanas após, voltaram a cometer o mesmo ato e... morreram.  Enquanto o serviço de emergência dos hospitais, for o único “bálsamo salvador” dos que tentam a morte, a vida nunca será o bem maior. Não custa entendermos que cada tentativa de suicídio é um grito de socorro!

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