segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A DÉCADA PERDIDA


Os pretensos “salvadores da pátria” de ontem, se transformaram na  elite política mais nociva aos interesses do povo brasileiro.  Deixamos o patamar atribuído aos países do terceiro mundo, para adentrarmos  ao bloco daqueles em desenvolvimento. Sim, eles  desenvolveram as mais variadas formas de tirar vantagens  em tudo que faz, mediante o jeitinho “made  in Brazil “;  lapidaram  as empresas “ fantasmas”  e outras que são criadas  apenas para o recebimento de verbas públicas; plantaram as “ pessoas laranjas” no pomar das organizações não governamentais (ONGs) , as quais  beneficiam particulares ou a grupos;  aperfeiçoaram o conluio hierárquico para a prática da roubalheira,  esta, apoiada pelas virgulas, se, porém,  contudo, todavia  e  entretanto jurídicos, para patentear a impunidade que há de vir.
      Eles dizem sermos a sexta economia  mundial , mas  o Brasil está  subalternamente  classificado  pela  Organização das Nações Unidas  (ONU), na   84ª posição do  Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH) ,  com a nota de 0,718,  entre as 187 Nações  pesquisadas. Nos  colocaram  no 20º lugar entre os Países  da América  Latina, bem abaixo do Chile, Argentina, , Bahamas, Panamá, México,  Uruguai, Cuba, Barbados e Trinidade e  Tobago.  O estudo  abrange  não só as dimensões econômicas, inclui também outras características sociais, culturais e políticas  que influenciam a qualidades da vida humana.
        Outra afirmação da ONU  é que  o Brasil cairia treze posições no Ranking se a DESIGUALDADE SOCIAL  tivesse maior peso nas pesquisas, por se perceber que aqui  os investimentos são mínimos e os  avanços  são por demais demorados;  sem falar na  alarmante disparidade entre os ricos e os pobres mais pobres , tal como alardeia o slogan verde amarelo : “País feliz é País sem  pobreza”. Como  também,   por  apresentar graves problemas ambientais, de  saúde, educação e violência urbana.  É a afirmação de que “O Brasil é um País de poucos “. Bem  diferente , é claro, da Noruega, que com o índice de  0,943, se tornou a grande campeã  no IDH,  seguida da Austrália, Holanda, Estados Unidos, Nova Zelândia,  Canadá, Irlanda, Alemanha e Suécia.
         Não se pode esperar muito  de  um País onde o Ministério  da  Educação é incompetente e não reúne condições para realizar um exame nacional  para estudantes dos colégios, faculdades e universidades , sem que haja falcatruas  e  irregularidades. Nada se deve aspirar porque os outros Ministérios e a maioria das entidades  públicas têm  seus  dirigentes  costumeiramente envolvidos na mais perfídia  lama da corrupção . Na realidade em que vivemos, torna-se difícil  recuperar  o tempo perdido  e, que as novas gerações  possuam referências  éticas ou morais.
          Hoje, mais que nunca,  o cidadão comum  brasileiro tem vergonha de ser honesto.

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