O Brasil é o campeão mundial em acidentes de trânsito.
Verdade cristalina que dispensa os blá, blá, blá
da incompetência.
Anualmente, registra-se quase 50
mil mortes e mais de 500 mil feridos e
mutilados. Tal anormalidade, coloca o nosso caótico trânsito em primeiro lugar na
ocupação dos leitos hospitalares em ortopedia; o segundo maior problema em
saúde pública e a terceira posição nos
óbitos que são registrados no País.
A
falha humana, as péssimas condições das estradas e avenidas com suas precárias
sinalizações, a falta de fiscalização, o desrespeito às Leis, a facilidade que têm “honradas pessoas”
na aquisição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a agressividade entre os motoristas, em que
muitos desconhecem ou nunca leram o
Código de Trânsito; são algumas razões
apresentadas por especialistas, para o caos ora instalado.
Porém, a ausência de uma
política coercitiva, séria e impessoal,
se transforma na grande alavanca para
que a barbárie se estabeleça de forma definitiva. A despeito do que
acontece, os
homicídios no trânsito continuam capitulados como crimes culposos, ou seja, quando
não há a intenção de matar. Por exemplo:
o motorista embriagado e
conduzindo seu veículo numa velocidade
maior que cem quilômetros por
hora, pode atropelar e matar pessoas; em seguida,
pagar a fiança e ir para casa,
livre e solto (!). É oportuno
lembrar a ignorada “lei Seca” , que se transformou em água e escorreu pelo ralo.
Outro fator preocupante é o quantitativo de 17 milhões de motociclistas,
que nos
ziguezagues dos seus “caminhos
tortuosos”, encontram a morte com maior
brevidade e , infelizmente, farão parte das vergonhosas estatísticas do futuro.
Vale
salientar que as estatísticas
apresentadas pelos Órgãos e Entidades de
trânsito, são imprecisas e incompletas, apresentando números diferentes
entre si. A quem interessa a não padronização das coletas destes dados , algo simplíssimo diante das modernas
tecnologias ?
Sabe-se que alguns Países, a partir de l980, conseguiram diminuir o
número de
acidentes , vítimas fatais e feridos no trânsito; vejamos:
Canadá , 46% ; Japão, 30%;
Austrália, 42% ; entre outros. Existem afirmações que dirigir no Brasil é noventa por cento mais
perigoso do que nos Estados Unidos.
Aqui, tudo se resume a “Semana
Nacional do Trânsito”, sempre no mês de setembro e, este ano, dos dias 18 a 25. Tudo se resume
ao que é realizado há mais de três décadas. Repetições e repetições. É quase nada.
Ou nada.
Urge que façamos algo pelas futuras gerações . Se
assim não for ...
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