quinta-feira, 6 de setembro de 2012

RESPONSABILIDADES E OMISSÕES


               O Brasil é o campeão mundial em acidentes de trânsito. Verdade cristalina  que dispensa os  blá, blá, blá  da incompetência.
                Anualmente, registra-se quase  50 mil mortes  e mais de 500 mil feridos e mutilados.  Tal anormalidade, coloca  o nosso caótico trânsito em primeiro lugar na ocupação dos leitos hospitalares em ortopedia; o segundo maior problema em saúde pública e  a terceira posição nos óbitos que são registrados no País.
                   A falha humana, as péssimas condições das estradas e avenidas com suas precárias sinalizações, a falta de fiscalização, o desrespeito às  Leis, a facilidade que têm “honradas pessoas” na aquisição da  Carteira  Nacional de Habilitação (CNH), a  agressividade entre os motoristas, em que muitos desconhecem ou nunca leram  o Código de Trânsito; são algumas razões  apresentadas por especialistas, para o caos ora instalado.
                   Porém, a ausência de uma política coercitiva, séria e impessoal,  se transforma na grande alavanca para  que  a barbárie se estabeleça  de forma definitiva.   A despeito do  que
acontece,  os homicídios no trânsito continuam capitulados como crimes culposos, ou seja, quando não há  a intenção de matar. Por exemplo:  o motorista embriagado  e  conduzindo seu veículo  numa velocidade maior que cem  quilômetros   por hora,  pode atropelar  e matar pessoas;  em seguida,  pagar a fiança  e ir para casa, livre e solto (!).   É oportuno  lembrar  a ignorada “lei Seca”  , que se transformou em água e  escorreu pelo ralo.        
                     Outro fator preocupante é o quantitativo de 17 milhões de motociclistas, que nos
ziguezagues dos seus  “caminhos tortuosos”,  encontram a morte com maior brevidade   e , infelizmente,   farão parte das  vergonhosas estatísticas do futuro.
                    Vale salientar que as  estatísticas apresentadas pelos  Órgãos e Entidades de trânsito,  são imprecisas e  incompletas, apresentando números diferentes entre si. A quem interessa  a  não padronização das coletas destes  dados , algo simplíssimo diante das  modernas  tecnologias  ?

                      Sabe-se que alguns Países, a partir de l980, conseguiram diminuir o número  de
acidentes , vítimas fatais e feridos no trânsito;  vejamos:   Canadá , 46% ; Japão, 30%;
Austrália, 42% ; entre outros.  Existem afirmações que  dirigir no Brasil é noventa por cento mais perigoso do que nos   Estados Unidos.
                      Aqui, tudo se resume a  “Semana Nacional do Trânsito”,  sempre  no  mês    de setembro e, este ano,  dos dias  18 a 25.  Tudo se resume  ao que é realizado há mais de três décadas.  Repetições e repetições.  É quase nada.  Ou nada.               
                       Urge que  façamos algo pelas futuras gerações . Se assim  não for ...

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