segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O LAGO DOS MOSQUITOS


Eis  que de repente , o  dengue volta a ser notícia no Brasil, fazendo enfermos e causando mortes. Esta moléstia, há alguns anos, se  encontrava  restrita a casos   isolados,  agora, mais uma vez,  tende a  se transformar   numa epidemia  nacional.  A circulação de alguns subtipos do vírus da doença, pode aumentar  de forma assustadora o número de casos graves  neste verão.  A repetição de tal circunstância, repousa  na incompetência e  na  falta de seriedade que corroem os  nossos órgãos públicos.  Sabemos que o dengue tem cura , mas que  também pode matar. A fêmea do inseto  aedes  aegypti   é a transmissora  da virose e, no seu início , provoca febre alta, dores  de cabeça, articulares  e musculares;  aparentando sintomas  similares ao sarampo e rubéola.
           Ao ser constatado que a pessoa se encontra acometida  do grau hemorrágico,  os cuidados médicos  devem ser redobrados e  urgentes. Muitas das vezes, os mesmos se tornam tardios.  Devemos    acrescentar  a apatia da sociedade brasileira na busca dos seus direitos ou no exercício da cidadania e, em contra partida,  de que a mesma  desconhece os deveres  do Estado  para consigo.
             Todos  nós, somos  co-responsáveis ,  à medida que cuidados básicos de higiene são ignorados  e, comumente repetidos;   em flagrantes testemunhos de que deixamos de por  em prática  nossas  obrigações  individuais e coletivas.  No  rastro do “não fazer “ ,  podem surgir outras  viroses  de caráter endêmico.
         Atualmente, o dengue é   um dos maiores problemas  do mundo atual. A Organização Mundial de Saúde ( OMS ), calcula que mais de setenta milhões  de pessoas são infectadas anualmente no  mundo  ( menos  a Europa )  e, que destes, duzentos mil  se transformarão em óbitos.  Para que tenhamos  uma idéia  do que se vislumbra para o futuro,  no estado do Rio de Janeiro, conforme  dados já levantados, acontecerá um aumento de 550%  (Quinhentos e  cinqüenta por cento ) de casos de dengue em relação ao ano passado.                               
                 Pelo aumento sucessivo da população brasileira,  o orçamento financeiro da saúde pública devia acompanhar tais parâmetros,   obrigando o Governo Federal  a  prover meios  e  aparelhar devidamente o sistema  de vigilância sanitária, estruturando- a  nos quadrantes do País.  Se impõe  uma política sanitarista , coadjuvada  por informações permanentes ao cidadão comum , vacinação preventiva ,  amiúde fiscalização e  contatos com líderes comunitários ; entre outra ações,  na busca de uma nova cultura e valores , para  preservação de uma melhor qualidade de vida.  E da  natureza !

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