Eis que de repente ,
o dengue volta a ser notícia no Brasil,
fazendo enfermos e causando mortes. Esta moléstia, há alguns anos, se encontrava restrita a casos isolados,
agora, mais uma vez, tende a se transformar numa epidemia
nacional. A circulação de alguns
subtipos do vírus da doença, pode aumentar
de forma assustadora o número de casos graves neste verão.
A repetição de tal circunstância, repousa na incompetência e na falta de seriedade que corroem os nossos órgãos públicos. Sabemos que o dengue tem cura , mas que também pode matar. A fêmea do inseto aedes aegypti é a transmissora da virose e, no seu início , provoca febre
alta, dores de cabeça, articulares e musculares;
aparentando sintomas similares ao
sarampo e rubéola.
Ao ser
constatado que a pessoa se encontra acometida
do grau hemorrágico, os cuidados
médicos devem ser redobrados e urgentes. Muitas das vezes, os mesmos se
tornam tardios. Devemos acrescentar
a apatia da sociedade brasileira na busca dos seus direitos ou no exercício
da cidadania e, em contra partida, de
que a mesma desconhece os deveres do Estado
para consigo.
Todos nós, somos
co-responsáveis , à medida que
cuidados básicos de higiene são ignorados
e, comumente repetidos; em flagrantes
testemunhos de que deixamos de por em
prática nossas obrigações
individuais e coletivas. No rastro do “não fazer “ , podem surgir
outras viroses de caráter endêmico.
Atualmente, o dengue é um dos
maiores problemas do mundo atual. A
Organização Mundial de Saúde ( OMS ), calcula que mais de setenta milhões de pessoas são infectadas anualmente no mundo (
menos a Europa ) e, que destes, duzentos mil se transformarão em óbitos. Para que tenhamos uma idéia
do que se vislumbra para o futuro, no estado do Rio de Janeiro, conforme dados já levantados, acontecerá um aumento de
550% (Quinhentos e cinqüenta por cento ) de casos de dengue em
relação ao ano passado.
Pelo aumento sucessivo da
população brasileira, o orçamento
financeiro da saúde pública devia acompanhar tais parâmetros, obrigando o Governo Federal a
prover meios e aparelhar devidamente o sistema de vigilância sanitária, estruturando- a nos quadrantes do País. Se impõe
uma política sanitarista , coadjuvada
por informações permanentes ao cidadão comum , vacinação preventiva
, amiúde fiscalização e contatos com líderes comunitários ; entre
outra ações, na busca de uma nova
cultura e valores , para preservação de
uma melhor qualidade de vida. E da natureza !
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